domingo, 17 de fevereiro de 2013

Inovação: Filme transparente feito com soro de leite

Filmes plásticos feitos à base de soro de leite protegem os alimentos contra deterioração. E, ao contrário dos filmes à base de petróleo, são sustentáveis. 

Os filmes plásticos usados para embalar e cobrir alimentos são feitos de polímeros petroquímicos, ou seja, são plásticos à base de petróleo.

Pesquisadores alemães criaram uma alternativa que é mais barata, mais ambientalmente amigável e, segundo eles, totalmente sustentável. Trata-se de um filme plástico transparente feito com soro do leite, um subproduto da fabricação de queijos e outros produtos lácteos.

Papel filme para cobrir alimentos - Uma das funções mais importantes: é responsável por minimizar a quantidade de oxigênio que chega até o produto - minimizando assim o risco de oxidação - é feita com o copolímero etileno vinil álcool, mais conhecido pela sigla EVOH, um material caro, produzido a partir do petróleo.

Markus Schmid e seus colegas do Instituto Fraunhofer substituíram as moléculas de EVOH por proteínas retiradas do soro do leite.
"Nós desenvolvemos uma formulação da proteína do soro de leite que pode ser usada como matéria-prima o filme de proteção. E nós também desenvolvemos um processo economicamente viável para fabricar filmes multifuncionais em escala industrial," diz Schmid.

???

Mas como é que o soro de leite, um material biológico e, portanto, sujeito à degradação, assim como qualquer outro produto alimentício, pode se transformar em uma barreira de proteção dos alimentos contra a deterioração?

O engenheiro não responde com todas as letras, mas explica que as proteínas do soro de leite foram purificadas e misturadas com aditivos, igualmente proteínas de origem biológica, até resultar em um material capaz de formar um filme.

"Todos esses aditivos são substâncias aprovadas [para contato com alimentos]," garante ele, acrescentando que o material está em processo de patenteamento.
O processo como um todo gera estruturas multicamadas com as funções de barreira de proteção à passagem de oxigênio - todas flexíveis e transparentes, exatamente como os filmes disponíveis no comércio hoje.
Segundo os pesquisadores, o processo está pronto para ir ao mercado,  "exigindo modificações mínimas nas plantas das indústrias que se interessem em usar o novo processo."

NO BRASIL...
Proteína do soro do leite é objeto de estudo em para o desenvolvimento de embalagem comestível.
A pesquisa, ainda em andamento, trabalha com a tecnologia de filmes e coberturas para produzir uma embalagem semelhante a um filme plástico que além de ser comestível também é biodegradável.  As pesquisadoras Sandra Lessa Fernandes de Oliveira e Priscila Vianna, responsáveis pelo projeto, também estão incorporando óleo essencial de orégano, que tem ação bactericida e fungicida. Assim, além de mais prática, a embalagem ainda aumenta a vida de prateleira do produto. 

A matéria prima para a produção da embalagem é a proteína obtida do soro do leite. "Estamos utilizando essa proteína para fazer um filme muito semelhante ao filme plástico utilizado para embalar alimentos. Só que o nosso pode ser comestível, sem causar nenhum tipo de agressão ao organismo. E também não vai agredir o meio ambiente porque é biodegradável", explica a professora Sandra.





Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br
http://www.fiepr.org.br/observatorios/agroalimentar/FreeComponent21871content198470.shtml

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ovos de Páscoa


Depois de deixar clara a diferença entre alimentos Diet e Light, vamos continuar com o assunto...
Agora falando de ovos de páscoa diet. A Indústria incluiu novos tipos de ovos de páscoa. Surgiram a pouco tempo e é uma forma interessante de se deliciar com chocolate, porém levando em consideração a diferença entre o produto diet ou light do produto convencional.

Eles são voltados para pessoas com alguma restrição em relação aos ingredientes dos ovos tradicionais – e possuem menos calorias. Uma alternativa que pode servir para diabéticos e para pessoas que queiram engordar menos na Páscoa. Antes de escolher seu ovo de Páscoa fique atento à tabela nutricional. 
Segundo uma especialista no portal de notícia Uol  "ovos de páscoa diet são uma armadilha para quem deseja emagrecer". 
No site da  Veja foi realizada uma análise sensorial de cinco ovos do gênero de marcas conhecidas no Brasil, para avaliar a qualidade desses ovos.

O ovo diet dispensa o uso de açúcar, por esse motivo pode ser consumido por diabéticos. Utiliza-se um edulcorante (adoçante) para substituir o açúcar. Porém há um excesso de gordura presente na formulação desses ovos  para garantir a mesma textura/consistência do ovo tradicional.

Segundo uma especialista no site ABIAD (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres, Diet e Light) o chocolate dietético foi desenvolvido para diabéticos que não podem ingerir açúcar, sendo substituído, nesses casos, por adoçantes artificiais. Porém, o valor calórico de um ovo de chocolate diet permanece alto devido ao teor de gordura aumentado. 
Ovos de páscoa diet a base de Soja (leite de soja) não tem adição de açúcar e é voltado para pessoas com restrição à lactose (açúcar do leite).
Exemplo:
Néstle vende o ovo de páscoa a base de soja - Sollys.
A Olvebra, empresa gaúcha pioneira na industrialização da soja, comercializa o Chocosoy, ovo de páscoa à base de soja e adoçado com açúcar orgânico.


Ovos de páscoa feito à base de Alfarroba, que é uma vagem comestível, semelhante ao feijão, de cor marrom escuro, com sabor adocicado e de elevado valor nutritivo. A polpa só é utilizada depois de torrada e moída. O pó da alfarroba é usado para substituir o cacau e possui expressiva diferença no conteúdo de açúcar e de gordura. O produto também não contém glúten, nem açúcar. Logo pode ser consumido por diabéticos e celíacos (pessoas que possuem intolerância ao glúten).


Embalagem Sustentável

# Algumas empresas brasileiras já estão utilizando material reciclado nas embalagens dos ovos de páscoa. Um exemplo é a fabricante Top Cau. Na embalagem, a empresa usa o Butil oligo polipropileno (BOPP) 100% reciclável, no suporte do ovo (copinho plástico) usa polipropileno (PP) 100% reciclável e no papel alumínio utiliza Alumínio (Al) 100% reciclável.

A empresa canadense Ganong Bros Ltd. lança uma linha de ovinhos de páscoa  com embalagens a base de celulose.  A embalagem é tipo stand-up pouch (aquela de plástico flexível que fica em pé) e o material da embalagem é feito com NatureFlex. O NatureFlex foi confirmado como adequado para a digestão anaeróbia, auxiliando o desvio de resíduos orgânicos dos aterros, mas no Brasil ainda temos poucos lugares com essa tecnologia.



Diet ou Light



  • Quem é Quem: Diet ou Light
Nas prateleiras de supermercados, os consumidores podem encontrar dezenas de alimentos nas versões diet e light, como: pães, refrigerantes, chocolates, margarinas, doces, biscoitos, até sal e açúcar.
Todos falam diet e light e a maioria dos consumidores associa essas denominações como sendo produtos de baixas calorias e, consequentemente, recomendados para pessoas que desejam perder peso. Engano!
É importante que o consumidor saiba distinguir esses termos:



Light: São alimentos com redução de calorias na sua composição em relação ao alimento original (pode ter menos gordura ou açúcar).

O termo light (que significa "leve" em inglês) pode ser utilizado em produtos que tenham baixo ou reduzido valor energético ou valor nutricional. Ou seja, se refere a produtos comestíveis, industrializados, nos quais houve retirada mínima de 25% de algum nutriente ou de calorias comparado com o alimento normal ou convencional. Em outras palavras: não há retirada total do nutriente ou redução completa de calorias. Os alimentos light devem ter no máximo 40kcal/100g em produtos sólidos. No caso de bebidas, a proporção é de até 20kcal/100ml ou a redução mínima de 25% em termos de calorias, em comparação com produtos similares convencionais.
Um exemplo: O chocolate light traz a redução de algum nutriente específico ou do valor energético. É preciso consultar a tabela nutricional, na embalagem, para saber se essa redução é conveniente para a dieta do consumidor. Outros exemplos: o requeijão de copo comum tem 28 calorias/colher chá e o tipo light apenas 13 calorias. A maionese comum tem 199 calorias e a light, apenas 50 calorias.

Diet: São alimentos destinados a dietas com restrição de nutrientes (por exemplo, restrição de carboidratos, gorduras, proteínas, sódio) e os produtos para dietas com ingestão controlada de nutrientes (para controle de peso ou de açúcares).
De acordo com a ANVISA são alimentos para dietas de diabéticos, obesos, hipertensos, com doença renal ou cardíaca crônica (entre outros tipos de moléstias) nos quais existe restrição de algum nutriente importante nos produtos alimentícios indicados para a saúde dos pacientes acima referidos.
Para quem não quer engordar ou precisa perder peso, os alimentos ditos Diet ajudam, mas não sozinhos, pois não fazem mágica. É um erro pensar que não engordam. Pois nem todo alimento dito Diet apresenta diminuição significativa no total de calorias.
Um exemplo: Chocolate diet, que é indicado para pessoas diabéticas, por ser um alimento isento de açúcar, mas não para pessoas que desejam emagrecer, já que seu teor calórico é próximo ao do chocolate tradicional. No chocolate diet, o açúcar é substituído pelo adoçante. Para preservar a consistência e torná-lo mais palatável, o fabricante muitas vezes adiciona gordura à fórmula, por isso o valor calórico aumenta. Por esse motivo não traz vantagem para quem quer perder peso.



  • Público
Os consumidores de produtos diet normalmente apresentam condições metabólicas ou fisiológicas específicas. Precisam de alimentos especialmente formulados, que eliminam ou substituem algum componente como o açúcar (diabéticos), e o sal (hipertensos).

Os consumidores de produtos light são pessoas saudáveis que buscam produtos com menos calorias ou com quantidade reduzida de algum nutriente, em comparação com o mesmo alimento em sua fórmula convencional. Esses alimentos são recomendados, por exemplo, em dietas para perder peso.





Fonte:


Livro Série Cidadania – Guia do consumo com segurança

Site Veja



terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Engenharia de Alimentos

  • O que é Engenharia de Alimentos?
É uma área de conhecimento específica, no ramo da engenharia, capaz de englobar todos os elementos relacionados com a industrialização de alimentos. Estuda e acompanha a produção, métodos de conservação, armazenamento, transporte e comercialização dos alimentos. Aplica-se também ao desenvolvimento de novos produtos ou otimização de produtos e/ou processos já existentes.
O Engenheiro de Alimentos, profissional formado na área, atua em escala industrial, acompanhando todas as etapas da linha de produção e conservação de alimentos, seja de origem animal ou vegetal.
Assim, o profissional com tal formação,  trabalha desde a chegada das matéria-primas até um produto final devidamente embalado e rotulado.
O engenheiro de alimentos é capaz de contribuir decisivamente para a melhoria e o desenvolvimento de novos processos de transformação de alimentos nos diferentes ramos da indústria de alimentos.
O engenheiro de alimentos é responsável por elaborar alimentos seguros, e também por garantir a segurança alimentar à população, ou seja, assegurar alimentos de qualidade e livres de contaminação para os consumidores.
  • Atividades
O Engenheiro de Alimentos pode exercer suas atividades na indústria de alimentos, nas empresas de consultoria e projetos agro-industriais, nas instituições de pesquisa e ensino ou também em órgãos de fiscalização de alimentos e bebidas.



O dia do Engenheiro de Alimentos é 16 de Outubro, comemorado junto com o dia Mundial da Alimentação.